Só
porque um jogador chora, não quer dizer que ele seja mais fraco que outro.
Habilidades emocionais mesmo controladas, não deixam de existir.
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| FOTO: AFP photo| Christopher Simon |
A
intensidade e frequência das críticas que os jornais e a TV estão fazendo ao
nosso time na Copa me parecem revelar um viés político - o desastre na Copa é
um meio de atacar a presidente e seu governo.
Se nosso
time é medíocre e vai perder, a oposição é vencedora. O gozo do poder é muito maior que o prazer da
vitória esportiva. E ainda mais: os jogadores que tanto se emocionam são uns
fracos descontrolados.
"Do
alto" da minha experiência profissional como psicóloga e psicoterapeuta,
discordo. Ser "controlado" não é ser forte. As emoções podem ser
plenamente vividas, e só são perturbadoras quando consideradas um estorvo, um
erro, uma fraqueza, e identificadas com o sexo feminino (portanto sinônimo de
debilidade atávica). As mulheres no mundo todo cada vez mais revelam sua
insatisfação com a aparente insensibilidade dos homens. Que nada mais é do que
a onipresença do controle.
Seria muito bom se as pessoas lessem
e ouvissem essas entrelinhas do discurso midiático...

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