quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ser controlado não é ser forte

Só porque um jogador chora, não quer dizer que ele seja mais fraco que outro. 
Habilidades emocionais mesmo controladas, não deixam de existir.  

FOTO: AFP photo| Christopher Simon

A intensidade e frequência das críticas que os jornais e a TV estão fazendo ao nosso time na Copa me parecem revelar um viés político - o desastre na Copa é um meio de atacar a presidente e seu governo.

Se nosso time é medíocre e vai perder, a oposição é vencedora.  O gozo do poder é muito maior que o prazer da vitória esportiva. E ainda mais: os jogadores que tanto se emocionam são uns fracos descontrolados.

"Do alto" da minha experiência profissional como psicóloga e psicoterapeuta, discordo. Ser "controlado" não é ser forte. As emoções podem ser plenamente vividas, e só são perturbadoras quando consideradas um estorvo, um erro, uma fraqueza, e identificadas com o sexo feminino (portanto sinônimo de debilidade atávica). As mulheres no mundo todo cada vez mais revelam sua insatisfação com a aparente insensibilidade dos homens. Que nada mais é do que a onipresença do controle.


Seria muito bom se as pessoas lessem e ouvissem essas entrelinhas do discurso midiático... 

Nenhum comentário:

Postar um comentário