sexta-feira, 16 de maio de 2014

É bom ter consciência das coisas? Pra que serve?

Eu trabalho com isso: estimular as pessoas, no processo psicoterapêutico, a ter consciência do que vivem e, desse modo, fazer escolhas de vida que respondam a seus desejos ou necessidades.
E mais: os “processos mentais”, conscientes e inconscientes, têm um lugar relevante na nossa saúde. Fazer com que os pensamentos e sentimentos negativos – como medo, hostilidade, ressentimento, culpa – surjam na consciência, é parte do tratamento eficaz de doenças. Daniel Siegel, diretor do Mindsight Institute, na Universidade da Califórnia, afirma que esses pensamentos e sentimentos influenciam a saúde da mente, sua flexibilidade e fluidez, sua alegria e a experiência da gratidão. Eles causam impacto nos relacionamentos e no próprio corpo, sobretudo nos sistemas nervoso, imunológico e cardiovascular.
Recentemente o campo da psicoterapia recebeu uma contribuição valiosa da tradição oriental: a mindfulness meditation. Resumidamente podemos dizer que é um modo de ser-no-mundo no qual o foco da consciência e das sensações corporais estão no que acontece, ou se apresenta, no tempo presente. É a concentração da “atenção plena” (uma tradução possível de mindfulness) que permite a clareza, o discernimento, a consciência, do que é vivido – para além da ansiedade, da distração, da dor física, do medo.

Este modo de meditação está sendo utilizado tanto como parte de um processo de psicoterapia como uma experiência de aprendizado em si mesma.

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