Eu trabalho com isso:
estimular as pessoas, no processo psicoterapêutico, a ter consciência do que
vivem e, desse modo, fazer escolhas de vida que respondam a seus desejos ou
necessidades.
E mais: os “processos
mentais”, conscientes e inconscientes, têm um lugar relevante na nossa saúde.
Fazer com que os pensamentos e sentimentos negativos – como medo, hostilidade,
ressentimento, culpa – surjam na consciência, é parte do tratamento eficaz de
doenças. Daniel Siegel, diretor do Mindsight Institute, na Universidade da
Califórnia, afirma que esses pensamentos e sentimentos influenciam a saúde da
mente, sua flexibilidade e fluidez, sua alegria e a experiência da gratidão.
Eles causam impacto nos relacionamentos e no próprio corpo, sobretudo nos
sistemas nervoso, imunológico e cardiovascular.
Recentemente o campo
da psicoterapia recebeu uma contribuição valiosa da tradição oriental: a mindfulness
meditation. Resumidamente podemos dizer que é um modo de ser-no-mundo no qual o
foco da consciência e das sensações corporais estão no que acontece, ou se
apresenta, no tempo presente. É a concentração da “atenção plena” (uma tradução
possível de mindfulness) que permite a clareza, o discernimento, a consciência,
do que é vivido – para além da ansiedade, da distração, da dor física, do medo.
Este modo de
meditação está sendo utilizado tanto como parte de um processo de psicoterapia
como uma experiência de aprendizado em si mesma.

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